Dossiê Exames 2026 · Comunicado à Imprensa

MetaPROF pede esclarecimentos ao MECI, EduQA e JNE sobre o algoritmo da Plataforma de Classificação

Lisboa, 7 de julho de 2026. A plataforma MetaPROF enviou hoje um pedido formal de esclarecimento ao Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI), à EduQA e ao Júri Nacional de Exames (JNE), solicitando informação sobre os critérios de distribuição e redistribuição de itens na Plataforma de Classificação (PCS).

O pedido surge na sequência de dezenas de testemunhos de professores classificadores partilhados na plataforma metaPROF, que relatam aumentos inesperados da carga de trabalho durante o próprio período de classificação.

Entre os relatos recebidos encontram-se situações como as que se seguem.

O que os professores estão a relatar

"Sou classificadora do grupo 500 e inicialmente tinha 149 itens para classificar. Para minha surpresa, verifiquei agora que foram acrescentados mais 71. Onde estão os 10 dias úteis para classificar? Quando é que isto vai parar? Como posso planear seja o que for?"

Professora classificadora · Grupo 500

"Estou a classificar itens de Matemática A e apareceram-me mais 145 itens para classificar. Tenho agora um total de 295 itens, acumulando este trabalho com as funções de direção da escola."

Professor classificador · Matemática A

Perante estes testemunhos, o MetaPROF considera essencial esclarecer quais são as regras que governam a distribuição de trabalho na plataforma PCS.

No pedido dirigido às entidades responsáveis são colocadas questões como:

O objetivo não é colocar em causa a necessidade de garantir a conclusão do processo de classificação, mas assegurar transparência sobre um sistema digital que organiza o trabalho de milhares de professores.

Plataforma recolhe testemunhos na primeira pessoa

Desde o início do processo de exames nacionais, o MetaPROF tem vindo a recolher testemunhos na primeira pessoa de professores de todo o país sobre o funcionamento da Plataforma de Classificação.

Até ao momento foram já registados centenas de relatos, que incluem problemas de acesso, falhas técnicas, ausência de credenciais, dificuldades na distribuição de provas, falta de folhas digitalizadas, redistribuição de itens e alterações inesperadas da carga de trabalho.

Estes testemunhos constituem um importante retrato do funcionamento real da plataforma e estão a permitir documentar situações que dificilmente seriam conhecidas por outras vias.

O MetaPROF apela aos professores classificadores para continuarem a reportar as suas experiências, preferencialmente acompanhadas da data, hora, disciplina e descrição objetiva dos acontecimentos, contribuindo para uma caracterização rigorosa deste processo.

A plataforma continuará a acompanhar o desenvolvimento da situação e divulgará publicamente as respostas que vierem a ser prestadas pelas entidades competentes.

Contacto para esclarecimentos: Pedro Brito — MetaPROF.pt

MetaPROF — metaprof.pt

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